Orixás
 


Este trabalho é uma continuação natural que vem explicar "as sete linhas de Umbanda". Vimos que estas sete linhas se polarizam em quatorze ORIXÁS, sendo dois para cada linha. Temos um passivo e um ativo para cada uma das sete linhas.

Apresentaremos aqui um breve resumo sobre os quatorze ORIXÁS que se encontram no livro " As sete linhas de Umbanda" de Rubens Saraceni, página 67, salvo a parte que diz respeito à "linha das crianças" tirado do livro "Umbanda um ritual de culto à Natureza" (do mesmo autor).


PRIMEIRO PAR:

OXALÁ é cristalino, rege a fé e flui passivamente, não forçando ninguém a vivenciar a fé, pois, só havendo a aceitação do fiel, sua fé será uma firmeza a toda prova.

Já OIÁ, seu polo oposto, pune todos quantos se afastarem da fé. Por isso, ela é a mais temida senhora dos "eguns", ou espíritos caídos no sentido da fé.


SEGUNDO PAR:

OXUM-yê é mineral e rege a concepção. É ativa e energiza os seres estimulando-os a se unirem, pois, só assim, as concepções acontecem. A energia mineral pura é estimuladora do magnetismo que torna o macho e a fêmea atraentes um para o outro.

Já OXUMARÉ é visto como o "arco-íris", pois, ele apassiva as energias de OXUM-yê e as conduz para o alto (cabeça) mentalizando todo o potencial conceptivo e transformando a natureza íntima do ser, que se torna um protetor da concepção, ou seja, ele é o equilibrador das energias sexuais descontroladas.


TERCEIRO PAR:

OXOSSI-yê é vegetal e rege o conhecimento. É ativo e estimula os seres a buscá-lo (caçador) onde for possível encontrá-lo.

Já OBÁ é passiva e pólo atrativo, pois, fixa ou paralisa os seres num determinado ponto, quando já absorveram muitos conhecimentos necessários para que se esclareça a "fome" exata a capacidade de cada ser.


QUARTO PAR:

XANGÔ-yê é ígneo e rege a Justiça. É passivo, pois, a justiça tem que ser perene e imutável nos seus julgamentos. Ela não pode ter dois pesos ou duas medidas.

Já IANSÃ é ativa e atua no sentido de estimular os seres a se movimentarem noutra direção, se a justiça os paralisou quando estavam se conduzindo de forma errada.

QUINTO PAR:

OGUM-yê é aéreo, rege a Lei e é passivo. A Lei não puni ninguém, apenas paralisa quem estiver agindo de forma contrária aos seus princípios: equilíbrio e harmonia em todos os sentidos.

Já EGUNITÁ, seu pólo oposto dentro do Ritual de UMBANDA SAGRADA, é ativa, pois, movimenta o fogo que purifica os sentidos destrói os acúmulos energéticos negativos que estão estimulando um ser a agir "fora da Lei".


SEXTO PAR:

OBALUAYÊ é telúrico e rege a evolução. É ativo, pois, estimula os seres a evoluir, a superar seus estágios e níveis concienciais , buscando no saber os meios necessários para que isso se faça.

Já NANÃ é feminina e passiva, pois, simbolizada pelo "lago", decanta os seres que estão sobrecarregados de "negativismos". As águas dos rios revoltas por natureza, tem que desembocar num lago ou mangue onde, aquietando-se momentaneamente, se decantam de todas as impurezas incorporadas no seu fluir contínuo, deixando que em seu fundo, venham a se depositar.

Só assim decantadas, as águas serão palatáveis. Mas, numa outra interpretação, encontramos NANÃ como um mistério Divino, que atua nos espíritos que serão conduzidos ao reencarne, mas, que ainda se encontram muito "negativos".

Ela é o mistério NANÃ, paralisa momentaneamente esses negativismos para que o reencarne seja possível.

Aqui um parênteses: OXUM estimula a concepção, NANÃ decanta os espíritos que serão concebidos, e YEMANJÁ sustenta a maternidade ou geração da vida.

Elas, as Yabás, são mistérios em si mesmas e as encontramos, cada uma delas, na linha das águas (GERAÇÃO), cuidando de uma etapa do processo reencarnatório.


SÉTIMO PAR:

YEMANJÁ, aquática por natureza, rege a geração, e sustenta todas as manifestações de VIDA em todos os níveis.

Já seu pólo oposto, que é seu par energo-magnético, é simbolizado pela "MORTE", pois OMULÚ atua justamente nos "momentos" do ser em que se encontra paralisado na "VIDA", ou "MORTO" em vida.

Encontramos OMULÚ no campo santo (cemitério), pois, mais simbólico que este não existe: É o campo da MORTE!!!Devemos meditar muito acerca das naturezas que animam dois pólos de uma só linha de força, pois, se no alto (topo) está YEMANJÁ regendo a geração, no "em baixo" está OMULÚ regendo os seres que se afastaram da "VIDA" e estão vibrando sentimentos "mórbidos".Pólo oposto significa exatamente isso: o oposto!!!!!!!!!YEMANJÁ é amada como a mãe generosa e OMULÚ é temido como o pai rigoroso.

São dois pólos de uma mesma linha de força irradiada pelo ORIXÁ essencial (linha) que sustenta a "geração" e está assentado na coroa regente planetária como uma das sete manifestações essenciais do DIVINO CRIADOR.

Obs.: Sei que existem muito mais que 14 nomes de ORIXÁS, pois, alguns dos ORIXÁS Maiores são conhecidos por outros nomes, por exemplo:


OXALÁ, também é conhecido como ORIXALÁ, OBATALÁ, OXAGUIÃ e OXALUFÃ (dizem ser Oxalá novo e velho, talvez orixás intermediários, não tenho opinião formada).

OBALUAYÊ, também é conhecido como XAPANAM! A mesma coisa acontece com Cosme e Damião os ORIXÁS gêmeos IBEJÍ que atuam na mesma faixa vibratória dos ERÊS (crianças), IBEJÍ em verdade, não é um ORIXÁ maior e sim um Gênio da Natureza (ou ORIXÁ Menor se preferirem) que rege as dimensões elementais puras (tão pura como uma criança) e que, por sua vez, intermedia para todas as sete linhas e quatorze ORIXÁS.

Aí, a grande confusão desta frente de trabalho tão fechada em seus mistérios, a "linha" das crianças, enquanto que algumas são erês (crianças que já encarnaram) outras são ibejis (elementais da natureza que ainda não se desenvolveram o suficiente para entrar no ciclo reencarnatório) tão puros como puros são os quatro elementos: Água, Terra, Fogo e Ar.

Guardiães dos pontos de força do reino elementar, são conselheiros e curadores por trabalharem com irradiações muito fortes e puras na sua origem; não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões.Preferem as consultas, e em seu desenrolar, vão trabalhando com seu elemento de ação sobre os consulentes modificando e equilibrando a sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.Voltando aos nomes dos ORIXÁS temos também como um gênio da natureza OSSAIM que é considerado o ORIXÁ da cura por ser Guardião do AXÉ das ervas, ou seja, todas as curas feitas através das ervas tem sustentação e amparo de OSSAIM mesmo que a pessoa desconheça tal gênio ou o conheça por outro nome.Mesmo nós da Tenda dos "Eternos Aprendizes do Amor e da Fé em Oxalá", que não somos diferentes de ninguém, muito menos dos irmãos de Fé em Oxalá das outras Tendas, já fizemos muitas
confusões citadas e outras como unir OMULÚ e OBALUAYÊ num único ORIXÁ e confundi-los (o que é normal de acontecer uma vez que os dois atuam no mesmo campo santo), ou mesmo a colocação de OXUM como cabocla de YEMANJÁ, esperamos que haja maior esclarecimento quanto aos ORIXÁS para todos nós e mesmo para uma unificação do movimento UMBANDISTA.

Que Oxalá abençoe a todos!!!SARAVÁ UMBANDA!!!!!